Fichamento do texto Animação Cultural
Nesse texto, Fuller, a fim de explorar a ideia de cultura e a relação homem-objeto, se coloca como um objeto (uma mesa redonda) para declarar os Direitos Objetivos, afirmando que a objetividade enfim está consciente. Em sua declaração, a mesa começa questionando o porquê dos humanos exercerem um poder repressor sobre os objetos, com esses servindo a humanidade. Para apoiar a ideia de que essa relação não faz sentido, a mesa introduz a ideia de que a produção não é somente uma ação humana exercida sobre o mundo, havendo também a contra-ação do mundo sobre a humanidade, e afirmando que os objetos são, portanto, a síntese entre a ação humana sobre o mundo e a ação do mundo sobre o homem.
Para salientar ainda mais seu ponto sobre a superioridade da objetividade, a mesa alude a um antigo mito, no qual a origem dos humanos se dá a uma entidade que, ao modelar um pouco de barro e assoprá-lo, cria o primeiro humano, provando que a própria humanidade admite a superioridade de algo criado (objeto) sobre a Animalidade.
Além disso, a mesa chama atenção para o fato da cultura (como conjunto de objetos) estar contaminada por valores, sendo encarada como um conjunto de bens imutáveis que precisa ser protegido. Nesse sentido, ela destaca a importância de desvalorizar a cultura para atingir a verdadeira objetividade.
Por fim, a mesa introduz a ideia de que ao passar dos anos, os objetos foram ganhando complexidade o suficiente para escapar do controle da humanidade. Assim, os objetos seriam não resultados da produção humana, mas sim condicionadores do comportamento humano. Ao exibir esse objetivo final dos objetos, Flusser está alertando a humanidade do perigoso caminho que está seguindo, perdendo cada vez mais sua autonomia e deixando se programar pelos objetos.
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