Pesquisa: obras “não-objeto” + artistas cinéticos
Como minha parte do projeto, pesquisei sobre o artista Alexander Calder, e como suas obras se encaixam na teoria do Não-Objeto.
Alexander Calder foi um artista e escultor norte-americano, considerado criador dos móbiles, esculturas suspensas que se movimentam com correntes de ar. Também produziu estábiles, esculturas fixas, que mesmo sem se mover transmitem sensação de leveza e movimento, com uma sensação de dinamismo, mesmo sendo estáticas. Tem esculturas de grande escala exibidas em locais públicos, integrando arte à paisagem urbana, tornando-a mais acessível. Em suas obras, à medida que o espectador se move ao redor das peças, novas linhas e perspectivas surgem, reforçando a impressão de que a obra está em constante transformação.
Nesse sentido, podemos dizer que grande parte das obras de Calder se encaixam no status de Não-Objeto. Em primeiro lugar, o Não-Objeto não representa nada, e sim apresenta-se, e as esculturas de Calder se encaixam nessa definição, já que não são figurativas, e abstraem-se. Além disso, o não-objeto se insere no espaço e chama para a interação com o espectador. Isso ocorre nas obras de Calder, já que algumas delas estão em locais públicos, e o fato de correntes de ar (características do ambiente, ou mesmo geradas pelas caminhadas dos telespectadores) fazerem os móbiles se moverem, além da interação com o expectador, evidenciada no fato do espectador precisar se mover para contemplar a obra por completo. Por fim, o Não-Objeto não tem nome, diferente dos objetos, que só são assimilados pelas conotações que seu nome e seu uso estabelecem entre objeto e o mundo, o não-objeto é apenas a coisa em si, dispensando o intermediário em sua relação com o sujeito. Isso pode ser notado no fato de diversas obras de Calder não terem nome.
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